<em>Caixa</em> ignora bancários
A administração da Caixa Geral de Depósitos «parece preocupar-se apenas em apresentar lucros de muitos milhões, que depois utiliza a seu bel-prazer», «mas sempre ignorando aqueles que diariamente defendem a imagem da CGD e são os grandes responsáveis pelos seus lucros – os milhares de trabalhadores da empresa» - acusa o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD.
O STEC promoveu segunda-feira uma acção de protesto, junto à sede central da Caixa, denunciando o facto de a administração não ter apresentado qualquer proposta, na actual fase de conciliação das negociações salariais – no quadro da qual estava para ontem agendada uma reunião.
No dia 25 reuniram, em Lisboa, os delegados sindicais e, de seguida, o Conselho Nacional do sindicato. Nestas reuniões, como adiantou ao Avante! o presidente do STEC, foi reafirmada a rejeição das posições da administração e foi condenada a sua falta de seriedade negocial.
Os delegados e dirigentes do STEC, informou João Lopes, vão incluir na proposta reivindicativa para o próximo ano, a apresentar brevemente à administração da CGD, as reivindicações que esta agora ignora. Para as negociações salariais de 2007, o sindicato e os trabalhadores terão em conta o êxito da greve que realizaram no passado dia 8 de Abril, caso a administração da Caixa persista nesta sua atitude.
O recurso a consultores externos, a entrega de tarefas a empresas de outsourcing, a nomeação de mais directores, a atribuição de benesses e mordomias aos altos quadros e os investimentos no futebol são algumas despesas que o sindicato tem apontado e que contrastam com a contenção que a administração quer impor aos salários dos trabalhadores.
Banco de Portugal
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Sector Bancário defendeu segunda-feira, para o Banco de Portugal, a manutenção do actual acordo colectivo de trabalho, que abrange toda a Banca, e apelou à rejeição do Acordo de Empresa, no referendo marcado para anteontem.
Reunida em plenário, a Coordenadora «lamenta que toda a elaboração do AE tenha decorrido à margem dos trabalhadores e ignorando por completo a existência da CT». Na nota que decidiu enviar à Comissão de Trabalhadores do BP, a Coordenadora reporta a um comunicado daquela estrutura, que demonstrava «que este AE, para além de não contemplar situações mais favoráveis do que o ACT em vigor, penaliza os trabalhadores, acentuando mesmo negativamente alguns dos aspectos mais gravosos do Código do Trabalho».
Além disso, o referendo «não reúne condições de imparcialidade e isenção», apelando a Coordenadora da Banca à intervenção da CT, «no sentido de garantir a normalidade do acto, evitando qualquer
O STEC promoveu segunda-feira uma acção de protesto, junto à sede central da Caixa, denunciando o facto de a administração não ter apresentado qualquer proposta, na actual fase de conciliação das negociações salariais – no quadro da qual estava para ontem agendada uma reunião.
No dia 25 reuniram, em Lisboa, os delegados sindicais e, de seguida, o Conselho Nacional do sindicato. Nestas reuniões, como adiantou ao Avante! o presidente do STEC, foi reafirmada a rejeição das posições da administração e foi condenada a sua falta de seriedade negocial.
Os delegados e dirigentes do STEC, informou João Lopes, vão incluir na proposta reivindicativa para o próximo ano, a apresentar brevemente à administração da CGD, as reivindicações que esta agora ignora. Para as negociações salariais de 2007, o sindicato e os trabalhadores terão em conta o êxito da greve que realizaram no passado dia 8 de Abril, caso a administração da Caixa persista nesta sua atitude.
O recurso a consultores externos, a entrega de tarefas a empresas de outsourcing, a nomeação de mais directores, a atribuição de benesses e mordomias aos altos quadros e os investimentos no futebol são algumas despesas que o sindicato tem apontado e que contrastam com a contenção que a administração quer impor aos salários dos trabalhadores.
Banco de Portugal
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Sector Bancário defendeu segunda-feira, para o Banco de Portugal, a manutenção do actual acordo colectivo de trabalho, que abrange toda a Banca, e apelou à rejeição do Acordo de Empresa, no referendo marcado para anteontem.
Reunida em plenário, a Coordenadora «lamenta que toda a elaboração do AE tenha decorrido à margem dos trabalhadores e ignorando por completo a existência da CT». Na nota que decidiu enviar à Comissão de Trabalhadores do BP, a Coordenadora reporta a um comunicado daquela estrutura, que demonstrava «que este AE, para além de não contemplar situações mais favoráveis do que o ACT em vigor, penaliza os trabalhadores, acentuando mesmo negativamente alguns dos aspectos mais gravosos do Código do Trabalho».
Além disso, o referendo «não reúne condições de imparcialidade e isenção», apelando a Coordenadora da Banca à intervenção da CT, «no sentido de garantir a normalidade do acto, evitando qualquer